“QUE PENA E KI NA TRAVE”

Me recordo de não ter gritado “que lindo” para anunciar o gol somente em duas oportunidades. A primeira delas foi na Copa de 2006. Estava ao lado do Raí, em Dortmund, na Alemanha, transmitindo Basil x França. Foi a famosa compa dos Gordinhos e da polêmica do meião. Meu amigo João Carlos Eboli, pai do grande amigo e companheiro Carlos Eduardo Eboli, havia me perguntado dias antes de nossa viagem se eu iria gritar “que lindo” para um gol da Argentina numa possível final contra o Brasil. Fiquei com aquilo na cabeça…
Zidane cobrou falta pela esquerda, Roberto Carlos não voltou para a cobertuda e Therry Henry deu de chapa na bola para marcar diante de um Dida completamente vendido no lance. Soltei a voz para gritar: QUE PENA!

No ano seguinte, 2007, estávamos transmitindo River Plate x Botafogo, Monumental de Nuñes, em Buenos Aires. O Botafogo conseguiu perder por 4 x 2 e ser eliminado de forma vergonhosa da competição. O Colombiano Falcao meteu 3 e o último foi aos 46 do segundo tempo. Para este gol que eliminou o Bota eu disse apenas “Gol do River”. Mas, a empolgação era a mesma com que Anotnio Cordeiro narrou o segundo gol do Uruguai na Copa de 1950, no Maracanã.

Já o “Ki na Trave” surgiu no Maracanã com uma jogada excepcional do baixinho Romário. Driblou toda a defesa (e olha que ele já estava no fim da carreira…), passou pelo goleiro, deu um toquinho e partiu para comemorar. Eu preparei o grito e já estava mandando quando…surpreendentemente, a bola bateu na trave e não entrou. Ficou estranho… mas…vida que segue, né?

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